segunda-feira, 7 de julho de 2014

Para Refletir:" O modelo dos modelos"

“O modelo dos modelos”

  O Sr. Palomar começou com um determinado modelo para se orientar e depois começou a procurar outros tipos de modelo, pois ele precisava encontrar aquele modelo que se adaptasse a realidade. Assim, ele começou a ver a realidade, que não era homogênea assim como os modelos que ele construía que completou o passo a passo encaixando na realidade em que vivia com os seus “sins” e “nãos”.
   Em contra partida, o AEE procura ver a realidade de cada criança, procurando saber à potencialidade de cada criança, procurando saber as qualidades visando o que ela sabe e o que ela pode saber, vendo o todo, sem criar modelos homogêneos e perfeitos e depois ver se pode ser adaptado para a realidade.
  As escolas tem uma educação visando à escolarização com privilégio de alguns grupos.

  A PNE na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo assegurar e garantir a inclusão, o acesso e a permanência do estudante com deficiência nas escolas comuns. A inclusão escolar é uma inovação que nos faz repensar nossas práticas de ensino tradicionais, revisando e refazendo nossa concepção de ensino e de aprendizagem.

"Em cinco anos dobrou o número de alunos com deficiência matriculados nas escolas regulares do país. A inclusão deve continuar a crescer e as redes precisam estar prontas para receber bem esses estudantes com ações que vão da melhoria dos espaços físicos à mobilização da comunidade escolar". (Svendla Chaves).
                                                                                                                                           

domingo, 8 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA PARA ALUNOS COM TGD/TEA

  As estratégias e recursos de baixa tecnologia são usados para ajudar os alunos com TGD/TEA a desenvolverem suas habilidades de comunicação e na sua interação social. Devem estar articuladas com as experiências diárias de cada um, para que se promova a aprendizagem e possam ser difundidas pelos alunos para outros ambientes de interação social.
     Os recursos aqui selecionados podem ser  utilizadas em sala de aula, AEE, Biblioteca ou ainda sala de informática, aplicados com pessoas de todas as idades, observando-se o nível de desenvolvimento que se encontram.
- PRANCHA DE COMUNICAÇÃO

As pranchas de comunicação podem ser confeccionadas utilizando objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras do aluno.

  - AVENTAL- é um avental confeccionado em tecido que facilita a fixação de símbolos ou letras com velcro, que é utilizado pelo parceiro. No seu avental o parceiro de comunicação prende as letras ou as palavras e a criança responde através do olhar.




  - QUADRO DE ROTINA é um quadro construído em EVA e figuras que representam as ações do dia a dia na escola, ele ajuda na compreensão das tarefas que devem ser feitas pela criança. O educador poderá usá-lo conforme as  necessidades da criança.


terça-feira, 22 de abril de 2014

DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA


  A deficiência múltipla é a ocorrência de duas ou mais deficiências simultaneamente – sejam deficiências intelectuais, físicas ou ambas combinadas. Não existem estudos que comprovem quais são as mais recorrentes.
  As causas podem ser pré-natais, por má-formação congênita e por infecções virais como rubéola ou doenças sexualmente transmissíveis, que também podem causar deficiência múltipla em indivíduos adultos, se não tratadas.
  Segundo a Associação Brasileira de Pais e Amigos dos Surdo-cegos e dos Múltiplos Deficientes Sensoriais (Abrapacem), o modo como cada deficiência afetará o aprendizado de tarefas simples e o desenvolvimento da comunicação do indivíduo varia de acordo com o grau de comprometimento propiciado pelas deficiências, associado aos estímulos que essa pessoa vai receber ao longo da vida.
  É preciso ficar atento às competências do aluno com deficiência múltipla, usando estimulação sensorial e buscando formas variadas de comunicação, para identificar a maneira mais favorável de interagir com o aluno.
  As crianças com qualquer deficiência, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, cognitivas ou emocionais são crianças que têm necessidade e possibilidade de conviver, interagir, trocar, aprender, brincar e serem felizes, embora, algumas vezes, por caminhos ou formas diferentes.
  Essa forma diferente de ser e agir é que as torna ser único, singular. Devem ser olhadas não como defeito, incompletude ou incapacidade, mas como pessoas com possibilidades e dificuldades que podem ser superadas ou minimizadas. Trabalhar com crianças que apresentam dificuldades acentuadas no processo de desenvolvimento e aprendizagem é um grande desafio, com o qual podemos aprender e crescer como pessoas e profissionais, buscando compreender e ajudar o outro.
  Os alunos com deficiência múltipla podem apresentar alterações significativas no processo de desenvolvimento, aprendizagem e adaptação social. Possuem variadas potencialidades, possibilidades funcionais e necessidades concretas que necessitam ser compreendidas e consideradas. Apresentam, algumas vezes, interesses inusitados, diferentes níveis de motivação, formas incomuns de agir, comunicar e expressar suas necessidades, desejos e sentimentos.
  Surda-cegueira é uma deficiência única que apresenta a perda da audição e visão de tal forma que a combinação das duas deficiências impossibilita o uso dos sentidos de distância, cria necessidades especiais de comunicação, causa extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, recreativas, sociais, para acessar informações e compreender o mundo que o cerca. (Surda-cegueira: Cegueira congênita e surdez adquirida Surdez congênita e cegueira adquirida Cegueira e surdez congênita Cegueira e surdez adquirida Baixa visão com surdez congênita ou adquirida).
  Múltipla deficiência sensorial é a deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios (neurológico, emocional, linguagem e desenvolvimento global) que causam atraso no desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua auto-suficiência.
  É muito difícil precisar números exatos. A razão principal é que a surdo-cegueira e a múltipla deficiência sensorial, em geral, ocorrem em conjunto com outras deficiências mascarando a deficiência sensorial. Sendo assim, o Grupo Brasil de Apoio ao Surdo-cego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial realizará um censo para mensurar o número exato de surdo-cegos e múltiplos deficientes sensoriais no Brasil.

CAUSAS:
- Icterícia
- Otite média crônica
- Citomegalovirus
- Falta de oxigênio
- Sarampo
- Traumatismos (acidentes)
- Glaucoma
- Medicação teratogênica
- Retinose pigmentar
- Tumor cerebral
- Toxoplasmose
- Prematuridade
- Meningite
- Medicação ototóxica
- Hidro e microcefalia
- Fator rh
- Caxumba
- Catarata
- Casamentos consanguíneos

  Entende-se por deficiências múltiplas a associação de duas ou mais deficiências: mental/visual/auditivo/física, comprometendo e/ou atrasando o desenvolvimento global da criança. Dificultando a aprendizagem e sua autonomia enquanto pessoa.
  Trabalhar com pessoas com múltiplas deficiências requer um compromisso no que se refere à autonomia da criança ou adolescente.
  É necessário buscar atividades funcionais que favoreçam o desenvolvimento da comunicação, das interações sociais, levando em conta as potencialidades do aluno.
  Através das tecnologias assistivas pode-se criar alternativas que permitam ao aluno com deficiência fazer parte do processo de ensino-aprendizagem.

domingo, 30 de março de 2014

AEE para pessoa com surdez




    A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva propõe o delineamento de ações educacionais que visam superar a lógica da exclusão no ambiente escolar e na sociedade de forma geral. Para efetivar tal propósito, defende a matrícula dos alunos, independentemente de sua diferença, no sistema regular de ensino, organizado para assegurar condições adequadas para um processo educacional igualitário a todos nos diferentes níveis de ensino. Há, portanto, a necessidade de se repensar a organização das escolas de maneira que os alunos, sem exceção, tenham suas especificidades atendidas (BRASIL, 2008).
   O AEE promove o acesso dos alunos com surdez ao conhecimento escolar em libras e em Língua Portuguesa.
   O plano do AEE inicia-se com o estudo das habilidades e necessidades educacionais especificas dos alunos com surdez bem como das possibilidades e das barreiras que os alunos encontram no processo escolarização.
   O AEE envolve três momentos didático-pedagógico:
   Atendimento Educacional Especializado em Libras
   Atendimento Educacional Especializado de Libras
   Atendimento Educacional Especializado de Língua Portuguesa.
   Este momento didático-pedagógico deve acontecer em sala de recursos multifuncionais, em horário oposto ao da sala de aula comum envolvendo a articulação dos professores do AEE e da sala de aula comum. O ensino de Língua Portuguesa deverá ser desenvolvido por professores em formação em letras, que conheçam com os pressupostos linguísticos e teóricos.
   A educação bilíngue para surdos e inclusão segundo a Política Nacional de Educação especial e o decreto nº 5626/05.


 “A inclusão de pessoas com surdez na escola comum requer que se busquem meios para beneficiar sua participação e aprendizagem tanto na sala de aula como no Atendimento Educacional Especializado. DAMÁZIO (2007, p.14)”.